sexta-feira, 30 de agosto de 2013

A menina que fez a América

4º ano

Neste bimestre viajamos pela América com as histórias engraçadas de Fortunatella e seus avós.

Comente você também sobre essa viagem… beijinhos Prô Aline





A MENINA QUE FEZ A AMÉRICA
   Eu vou morrer um dia, porque tudo que nasce também morre: bicho, planta, mulher, homem. Mas histórias podem durar depois de nós. Basta que sejam postas em folhas de papel e que suas letras mortas sejam ressuscitadas por olhos que saibam ler. Por isso, aqui está para vocês o papel da minha história: uma vida- menina para as meninas-dos-seus-olhos. Vou contar…Eu nasci no ano de 1890, numa pequena aldeia da Calábria, ao sul da Itália. E onde fica a Itália?… É só olhar um mapa da Europa e procurar uma terra em forma de bota, que dá um pontapé no Mar Mediterrâneo e um chute de calcanhar no Mar Adriático. É lá. Lá, nessa terra entre mares, foi que eu nasci num dia de inverno, quando as flores silvestres que perfumavam o ar puro dos campos da minha aldeia estavam à espera do florescer da primavera. Saracema: este era o nome do lugar pequenino onde eu nasci. Eu disse “era”, embora o lugar ainda existia e tenha crescido, como eu também cresci. Mas, como nunca mais voltei para lá, acho que não pode se mais o mesmo que conheci e onde vivi até os dez anos de idade. A Saracena de 1890 era aquela sem a comunicação do telefone, os sons do rádio e as imagens da televisão nas casas; sem o eco dos carros e das motocicletas nas estradas ou o ronco dos aviões sobre telhados.   A música que andava no ar, nos tempos da minha infância, vinha do canto dos pássaros, do chiar das rodas das carroças, das batidas dos cascos dos cavalos, do burburinho do risco das crianças e do lamento dos sinais das igrejas. Essa era a voz da terra onde começava a minha vida e terminava o meu mundo. Nunca cheguei a conhecer meu pai, Domenico Gallo. Só em retrato: um homem alto, bonito, de finos bigodes. Dizem que ele ficou muito feliz quando eu e meu irmãozinho Caetano nascemos. Ah, esqueci de dizer que meu nome é Fortunatella e que, quando menina, me chamavam de Fortunatella. 
 (Laurito, Ilka Brunhilde. A menina que fez a América. São Paulo, FTD)

6 comentários:

  1. O livro é bem legal e bastante interessante,têm vários capítulos com histórias interessantes (todos dentro do mesmo livro)gostei de todos os capítulos.
    Poderia ser colocado no projeto leitura,mas todos tem esse livro.
    Este livro é muito legal mesmo.

    Ass. José Paulo Porlan

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. É JP poderíamos ter colocado o livro no projeto leitura.

      Ass.: Karina Mitiko

      Excluir
  2. Eu também li o livro A Menina Que Fez A América, o livro é muito interessante, pois fala sobre lembranças da menina Fortunatella, sua mãe teve que se mudar para o Brasil, e ela e seus irmãos ficaram na Itália com seus avós, ela vive várias aventuras, principalmente a história A Neve Ardida que gostei muito...

    Ass: Fernanda Castro Simas

    ResponderExcluir
  3. Eu gostei muito da Fortunatella ela é uma super personagem de livro





    ass; LAVÍNIA MEIRELLES DOS SANTOS

    ResponderExcluir
  4. Eu gostei do livro A menina que fez a América principalmente a parte que ela chega ao Brasil e vê o seu padrasto com uma senhora de idade e fica preocupada,pois ela pensa que é sua mãe.

    Assinado: Karina-Mitiko
    01/09/2013

    ResponderExcluir
  5. Era muito legal esse livro pena que o livro acabou.Mas pelo lado bom começamos um outro livro.

    Ass.:Karina Mitiko

    ResponderExcluir